quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Proximos do final do ano...

É....já estamos proximos do final do ano, num clima primaveril ( porém, faz um frio danado a noite...) como hoje é o penultimo dia de Setembro, não sei se é impressão minha mas esse mês passa mais rapido que os demais meses do ano, é sem dúvida um mês que as coisas acontecem ou é um meês que me dá a impressão de que as coisas vão acontecer.

Bem, mas o assunto era final de ano e penultimo dia de Setembro, Vou colocar aqui um poema de carlos Drummond de Andrade que seria mais adequado, ou pensa-se assim, Para o final, praticamente vesperas de final de ano. Eu digo que não.A poesia a verdadeira, aquela que desperta os sentimentos e os sentidos das pessoas não sera nunca datada e marcada apenas por um aspecto, seja ele temporal ou mesmo por modismos de época. Os sentimentos e as inquietações humanas são os mesmos ao longo da história"passam-se os tempos mudam-se as vontades", diria Camões, mas o desejo e o questionamento de buscar sentido e respotas para a existencia é eterno. hoje posto esse poema, mais adiante publico posto mais coisas desse genial poeta brasileiro.

Carlos Drummond de Andrade


Receita de ano novo
 

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
 

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
 

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

On the road- Jack Kerouak

Sou Fã desse escritor Beat.Vou colocar aqui um texto com o resumo desse livro que eu considero otímo.  (Texto é da internet)

Em 1957, Jack Kerouac publicava On The Road e iniciava uma revolução cultural nos Estados Unidos. Este livro tornou-se o manifesto da geração beat, que rompia com o compromisso do american Way of life e pregava a busca de experiências autênticas, um compromisso selvagem e espontâneo com a vida até seus mais perigosos limites. Diante de uma sociedade que aniquilava o indivíduo, os beatniks  queriam uma consciência nova, libertada de padrões, escolhiam a marginalidade. (Trecho O Autor e sua Obra)
Não queriam continuar numa sociedade morna, desprovida de vida, de ação e liberdade de pensar e viver.
Apesar das experiências com o êxtase através das drogas, na minha opinião é apenas um detalhe dada a importância desta revolução, a geração beat  marcou nova era no mundo cultural. O homem tem direitos de indivíduo e o mais sagrado é, possivelmente o de mudar o Status Quo. Perceber que pode repensar as coisas e, diga-se de passagem, estamos falando de uma revolução artística – Literatura essencialmente…
Por intermédio de Burroughs, Kerouac tomou contato com escritores como Kafka, Céline, Spengler e Wilhelm Reich. Os três amigos passaram a conviver com as barras pesadas do Times Square.
Descendente de uma família de franco-canadenses, Jack Kerouac recebeu uma educação católica e graças às suas aptidões de atleta foi estudar na Universidade de Colúmbia. Lá no Campus, conheceu Allen Ginsberg, também estudante e William Burroughs, formado em Harvard. Os três iriam se tornar os principais representantes da geração beat.
Em 1947 Kerouac resolveu sair viajando pelo mundo e pegou a estrada. Associou-se com vagabundos, caroneiros, e bebeu muito por aí. Terminou o On The Road em 1951. Seu estilo é notável e inconfundível, com suas longas frases, onde descartava o uso da pontuação.
Mas sempre foi um individualista. Terminou dividindo um apartamento com sua mãe, onde pintava quadros com Cristos tristes, ficava horas a fio diante da televisão. Ou seja, era, no fundo um espírito conservador e não entendia como influenciara pessoas como Allen Ginsberg (poeta)!
Considerado um rebelde existencial, quedou-se ao budismo mas foi sempre um inadaptado ao mundo em que vivemos.
Escreveu vários romances, como “O Subterrâneo”, Desolate Angels”, “The town and the city”, entre outros.